Glaucoma não tem cura, mas tem tratamento

O tratamento-padrão do glaucoma sempre foi, e ainda é, controlar a pressão intraocular, a PIO, a maior responsável por lesar o nervo óptico. No caso dos míopes, o próprio formato de seus globos oculares favorece a compressão do nervo óptico. Daí que eles precisam ficar bastante atentos. “Quando a miopia passa dos 6 graus, aí mesmo que é essencial realizar uma consulta preventiva anualmente”. Indivíduos negros, com mais de 40 anos e histórico familiar de glaucoma também fazem parte do grupo que não pode faltar nessa visita.

hipotensão arterial noturna – quadro em que, durante o sono, a pressão desce rapidamente e fica ao menos 20% abaixo do ideal – é outra financiadora do glaucoma e ela precisa ser investigada. “Esse é um novo e importantíssimo fator de risco, que acomete principalmente mulheres e descendentes de asiáticos”. E, já que estamos falando das horas sob os lençóis, a apneia, caracterizada por roncos e pausas na respiração, foi identificada como outro potencial causador de glaucoma em um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo, em Botucatu, no interior do estado.

Entre as atitudes que estão ao nosso alcance para fugir da cegueira, uma das mais essenciais é evitar a automedicação. “O uso indiscriminado de colírios com corticoides, prescritos para tirar a vermelhidão ocular, aumenta a probabilidade de desenvolver o glaucoma”. Uma vez diagnosticado o quadro, a abordagem médica visa impedir que a lesão progrida. Atualmente, todas as terapias miram o controle da PIO. Exercícios físicos, quando praticados moderadamente e com acompanhamento próximo, também fazem com que o olho, mesmo avariado, enxergue o mundo ao seu redor por muito tempo.

MAIS RARO, MAIS PERIGOSO

Um tipo muito agressivo de glaucoma é o de ângulo fechado. Alterações específicas no globo ocular – que surgem por eventuais traumas ou até mesmo pela genética – fazem com que, de repente, o indivíduo comece a enxergar halos ao redor de pontos luminosos. Também surgem dores na região da testa, enjoo, vermelhidão nos olhos e, claro, embaçamento da vista. Se ele não correr para o hospital, pode até ficar cego. Ainda bem que essa tremenda ameaça é bastante rara.

Fonte:  Redação M de Mulher

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